Primeira experiência.
Como
todo paulistano, são várias as viagens realizadas para o litoral e
sempre aguardo um final de semana prolongado para fazer as malas e
descer a Serra do Mar. Fui inúmeras vezes para a casa da minha avó
em Itanhaém, casa de tios em Mongaguá e Praia Grande, para um
apartamento que tive em São Vicente e incontáveis "bate e volta"
para Santos, Riviera de São Lourenço e outras cidades litorâneas,
dirigindo vários dos carros que tive e alguns da família, dentre
eles o recém adquirido Honda City 2013 da minha "mãedrasta".
Mas
entre todas as vezes em que fui ao litoral, sem dúvida, a
experiência mais marcante foi minha ida ao Guarujá, em 2011,
dirigindo meu antigo VW Passat LSE 1986 (que já apresentei na
matéria sobre Holambra), pois, além de ser prazerosa a direção de
um antigo a caminho do mar, ali era o início de uma nova fase da
minha vida e foi minha primeira experiência em um hotel de luxo, com
5 estrelas.
Mas antes de iniciar a historia, vou contar um
pouco sobre o trajeto. Sai do bairro Jaçanã, na zona norte da
capital paulista rumo à Praia da Enseada no Guarujá. Após cruzar a
cidade em direção a zona Sul e enfrentar todo o transito que já é
de costume na capital Paulista, acessei a rodovia dos Imigrantes.
O
Antigo VW parecia deslizar pelo asfalto muito bem conservado da
rodovia, apesar do alto ruído do motor devido ao obsoleto cambio
manual de 4 marchas que equipava o modelo. Durante todo o percurso na
rodovia, peguei tempo bom, sem chuva ou transito. Após quase duas
horas de viagem e 115 quilômetros percorridos cheguei ao meu
destino, o Casa Grande Hotel, na praia da Enseada.
O sedan compacto da VW chamou muita atenção ao adentrar o estacionamento do hotel, não apenas por sua cor, um vermelho vibrante que ficava ainda mais bonito sob o sol e a belíssima paisagem litorânea, mas também por ser um exemplar raro, pois era o modelo fabricado para exportação ao Iraque e muito bem cuidado apesar dos seus 25 anos de uso. O carro se destacou entre o mar de Mercedes, BMW, Audi ali estacionados sempre nas monótonas cores preto, prata e branco, arrancando olhares de quase todos enquanto era cuidadosamente guardado pelo manobrista do hotel.
O Hotel:
Após o check-in e uma breve conversa
com o gerente, fui conhecer suas dependências. Em seu lobby, o Casa
Grande Hotel Resort e Spa conta com uma escadaria imponente e vários
ambientes confortáveis e aconchegastes. Foi construído em 1972 em
estilo colonial lembrando em todos os detalhes de uma casa grande das
antigas fazendas brasileiras (daí o nome "Casa Grande"). Sua
decoração, é um show à parte, conta com diversos moveis e objetos
antigos e modernos, fazendo uma mescla interessante entre o "velho
e o novo".
O complexo ocupa 45 mil m², divididos em belos
jardins, apartamentos, restaurantes e bares, centro de convenções,
áreas de lazer para adultos e crianças e um relaxante spa. Está
localizado na praia da Enseada, que é a maior praia do Guarujá, e
os hóspedes têm a sua disposição: cadeira, guarda-sol, toalhas e
o serviço do Bar da Praia, que serve drinks e petiscos o dia todo.
Além de estar praticamente com o "pé na areia", o hotel
conta com uma piscina climatizada rodeada de palmeiras e é a grande
atração do local. Outro atrativo do resort é a possibilidade de
comer e beber em vários lugares diferentes mudando a paisagem e o
cardápio.
Restaurantes:
Durante os dias em que estive
no hotel, fiz boa parte das refeições nos restaurantes Casa Grande
1 e 2, que possuem decoração colonial, varanda com vista para o mar
e para a piscina e contam com delicioso serviço de buffet. Um dos
destaques é o restaurante Thai, que literalmente fica com os "pés
na areia" tem uma belíssima vista para o mar, conta com decoração
temática e pratos da culinária do Sudeste
Asiático.
Acomodações:
Possui em sua estrutura, 265
apartamentos e 3 chalés em alto padrão, muito confortáveis e bem
decorados. O apartamento em que fiquei tinha uma vista muito bonita
para um tranquilo e relaxante jardim, tornando-se difícil querer
sair do quarto.
Museu do Café - Santos
Após alguns dias de sol no Guarujá, o tempo começou a mudar... Esta mudança de tempo e temperatura fez com que eu procurasse algo para fazer nos arredores, então, peguei o carro e fui rumo à cidade vizinha, Santos. A Cidade é muito mais do que unicamente uma zona portuária ou "casa" de um time de futebol paulista. Santos abriga, também, um belíssimo centro histórico que pode ser visitado. Optei em conhecer a Bolsa do Café.
O suntuoso prédio - inaugurado em 1922 - demonstra todo o poder e riqueza dos produtores de café do Estado de São Paulo daquela época. Funcionou no centro antigo de Santos até a década de 50, quando foi transferido para a Capital. Após 20 anos da transferência, o prédio foi abandonado, ficando fechado até 1998, quando foi reaberto após uma restauração, transformando-se em um museu, que conta a historia do café e seus produtores.
Mirante de São Vicente - São
Vicente
Aproveitei que estava em Santos e estiquei um pouco
mais até a vizinha São Vicente. Esta cidade litorânea, possui um
imenso valor histórico para o País, pois, foi a primeira vila
fundada no Brasil Colonial após o descobrimento.
Além da
importância histórica, tenho um apreço enorme pela cidade onde
passei boa parte dos meus verões na adolescência e início da
juventude. Era em um pequeno apartamento que tínhamos no centro da
cidade a 5 minutos da "Biquinha".
Acompanhei todo o
processo de construção de um dos monumentos da cidade, o Mirante de
São Vicente. Idealizado por Oscar Niemeyer, no alto da Ilha Porchat,
une as linhas arrojadas do mundialmente famoso arquiteto brasileiro e
uma vista sem igual das praias de Santos e São Vicente. Quem visita
o local fica encantado com a paisagem e faz questão de registrar o
momento com selfies.
Inaugurada em 2002, em comemoração aos
500 anos de descobrimento do Brasil, a cobertura tem forma de asa
côncava e um vértice que aponta para Brasília, cidade planejada
por Niemeyer e Lúcio Costa, na década de 50 e inaugurada em
1960.
Guarujá, Santos e São Vicente, sem dúvida, valem a
visita não apenas por suas praias, mas também pela história que
pode ser sentida enquanto se caminha pelas ruas e avenidas.

