Primeira experiência.

01/05/2018

 Como todo paulistano, são várias as viagens realizadas para o litoral e sempre aguardo um final de semana prolongado para fazer as malas e descer a Serra do Mar. Fui inúmeras vezes para a casa da minha avó em Itanhaém, casa de tios em Mongaguá e Praia Grande, para um apartamento que tive em São Vicente e incontáveis "bate e volta" para Santos, Riviera de São Lourenço e outras cidades litorâneas, dirigindo vários dos carros que tive e alguns da família, dentre eles o recém adquirido Honda City 2013 da minha "mãedrasta".
Mas entre todas as vezes em que fui ao litoral, sem dúvida, a experiência mais marcante foi minha ida ao Guarujá, em 2011, dirigindo meu antigo VW Passat LSE 1986 (que já apresentei na matéria sobre Holambra), pois, além de ser prazerosa a direção de um antigo a caminho do mar, ali era o início de uma nova fase da minha vida e foi minha primeira experiência em um hotel de luxo, com 5 estrelas.
Mas antes de iniciar a historia, vou contar um pouco sobre o trajeto. Sai do bairro Jaçanã, na zona norte da capital paulista rumo à Praia da Enseada no Guarujá. Após cruzar a cidade em direção a zona Sul e enfrentar todo o transito que já é de costume na capital Paulista, acessei a rodovia dos Imigrantes.
O Antigo VW parecia deslizar pelo asfalto muito bem conservado da rodovia, apesar do alto ruído do motor devido ao obsoleto cambio manual de 4 marchas que equipava o modelo. Durante todo o percurso na rodovia, peguei tempo bom, sem chuva ou transito. Após quase duas horas de viagem e 115 quilômetros percorridos cheguei ao meu destino, o Casa Grande Hotel, na praia da Enseada.

O sedan compacto da VW chamou muita atenção ao adentrar o estacionamento do hotel, não apenas por sua cor, um vermelho vibrante que ficava ainda mais bonito sob o sol e a belíssima paisagem litorânea, mas também por ser um exemplar raro, pois era o modelo fabricado para exportação ao Iraque e muito bem cuidado apesar dos seus 25 anos de uso. O carro se destacou entre o mar de Mercedes, BMW, Audi ali estacionados sempre nas monótonas cores preto, prata e branco, arrancando olhares de quase todos enquanto era cuidadosamente guardado pelo manobrista do hotel. 

O Hotel:
Após o check-in e uma breve conversa com o gerente, fui conhecer suas dependências. Em seu lobby, o Casa Grande Hotel Resort e Spa conta com uma escadaria imponente e vários ambientes confortáveis e aconchegastes. Foi construído em 1972 em estilo colonial lembrando em todos os detalhes de uma casa grande das antigas fazendas brasileiras (daí o nome "Casa Grande"). Sua decoração, é um show à parte, conta com diversos moveis e objetos antigos e modernos, fazendo uma mescla interessante entre o "velho e o novo".
O complexo ocupa 45 mil m², divididos em belos jardins, apartamentos, restaurantes e bares, centro de convenções, áreas de lazer para adultos e crianças e um relaxante spa. Está localizado na praia da Enseada, que é a maior praia do Guarujá, e os hóspedes têm a sua disposição: cadeira, guarda-sol, toalhas e o serviço do Bar da Praia, que serve drinks e petiscos o dia todo.
Além de estar praticamente com o "pé na areia", o hotel conta com uma piscina climatizada rodeada de palmeiras e é a grande atração do local. Outro atrativo do resort é a possibilidade de comer e beber em vários lugares diferentes mudando a paisagem e o cardápio. 

Restaurantes:
Durante os dias em que estive no hotel, fiz boa parte das refeições nos restaurantes Casa Grande 1 e 2, que possuem decoração colonial, varanda com vista para o mar e para a piscina e contam com delicioso serviço de buffet. Um dos destaques é o restaurante Thai, que literalmente fica com os "pés na areia" tem uma belíssima vista para o mar, conta com decoração temática e pratos da culinária do Sudeste Asiático.

Acomodações:
Possui em sua estrutura, 265 apartamentos e 3 chalés em alto padrão, muito confortáveis e bem decorados. O apartamento em que fiquei tinha uma vista muito bonita para um tranquilo e relaxante jardim, tornando-se difícil querer sair do quarto.

https://www.casagrandehotel.com.br/

Museu do Café - Santos

Após alguns dias de sol no Guarujá, o tempo começou a mudar... Esta mudança de tempo e temperatura fez com que eu procurasse algo para fazer nos arredores, então, peguei o carro e fui rumo à cidade vizinha, Santos. A Cidade é muito mais do que unicamente uma zona portuária ou "casa" de um time de futebol paulista. Santos abriga, também, um belíssimo centro histórico que pode ser visitado. Optei em conhecer a Bolsa do Café.

O suntuoso prédio - inaugurado em 1922 - demonstra todo o poder e riqueza dos produtores de café do Estado de São Paulo daquela época. Funcionou no centro antigo de Santos até a década de 50, quando foi transferido para a Capital. Após 20 anos da transferência, o prédio foi abandonado, ficando fechado até 1998, quando foi reaberto após uma restauração, transformando-se em um museu, que conta a historia do café e seus produtores.

https://www.museudocafe.org.br/

Mirante de São Vicente - São Vicente
Aproveitei que estava em Santos e estiquei um pouco mais até a vizinha São Vicente. Esta cidade litorânea, possui um imenso valor histórico para o País, pois, foi a primeira vila fundada no Brasil Colonial após o descobrimento.
Além da importância histórica, tenho um apreço enorme pela cidade onde passei boa parte dos meus verões na adolescência e início da juventude. Era em um pequeno apartamento que tínhamos no centro da cidade a 5 minutos da "Biquinha".
Acompanhei todo o processo de construção de um dos monumentos da cidade, o Mirante de São Vicente. Idealizado por Oscar Niemeyer, no alto da Ilha Porchat, une as linhas arrojadas do mundialmente famoso arquiteto brasileiro e uma vista sem igual das praias de Santos e São Vicente. Quem visita o local fica encantado com a paisagem e faz questão de registrar o momento com selfies.
Inaugurada em 2002, em comemoração aos 500 anos de descobrimento do Brasil, a cobertura tem forma de asa côncava e um vértice que aponta para Brasília, cidade planejada por Niemeyer e Lúcio Costa, na década de 50 e inaugurada em 1960.

Guarujá, Santos e São Vicente, sem dúvida, valem a visita não apenas por suas praias, mas também pela história que pode ser sentida enquanto se caminha pelas ruas e avenidas.

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